sábado, 7 de janeiro de 2012

Luto

Explosão. Confusão. Clareza. Esperança.

Ontem à noite foi nossa primeira sexta-feira do ano. Este ano, as sextas-feiras serão dedicadas a nós dois, Ita e eu. O combinado é fazermos absolutamente qualquer coisa que quisermos. Vale uma rodada de sorvetes ou chocolates noturnos, mesmo de pijama, vale um bom filme, um jantar romântico, uma pizza com nossos pais e irmãos, jogos e brincadeiras, um corujão com os amigos, enfim, é o nosso tempo! Em meio a uma agenda tão maluca, este será o nosso “break-time”.

Então, pra começar, fomos jantar e matar a vontade do Ita em saborear a cebola frita do Outback e emendamos vendo a estreia do filme Cavalo de Guerra, de Steven Spielberg, baseado no livro infantil "War Horse", que foi escrito pelo britânico Michael Mordpurgo, em 1982.

O filme mexeu muito comigo. Amo cavalos. Amo gente. E o filme trata acerca dessas duas criações. Não é o melhor filme que já vi na vida, mas me tocou - e muito. Num mesmo longa-metragem, pudemos ver o horror de uma nação, denominado GUERRA e geralmente colocada em prática por "homens bons buscando o bem da humanidade".

Uma guerra sempre traz à tona sentimentos, luto, perdas, terror. E no filme não foi diferente. Mas, ali pudemos também ver o lado do copo meio cheio, que tem a ver com amor, companheirismo, perseverança, honra, lealdade, confiança, esperança, compaixão, bons valores humanos...

Fiquei bastante sensível e fui dormir pensando nisso.

Hoje de manhã, ao acordar, como costumeiramente faço, busquei minha tigela de cereal e sentei à beira da cama, escutando os passarinhos que tão belamente têm nos feito companhia (o engraçado é que há uns 6 meses eu simplesmente não os ouvia). Parênteses à parte, em minha meditação matinal, abri o livro de Eclesiastes, em seu capítulo 3. Entre outros pontos, o livro fala sobre o tempo. Há tempo de guerra e há tempo de luto, assim como há tempo de paz e tempo de pularmos de alegria, segundo o maravilhoso livro, escrito pelo Rei Salomão (de acordo com alguns teólogos), filho do Rei Davi, este último, homem segundo o coração de Deus. Teoricamente, o homem mais sábio que o mundo já conheceu nos fala acerca do tempo e nos traz um conforto estranho e fascinante ao mesmo tempo: “o que é já foi e o que há de ser também já foi. Deus fará renovar-se o que se passou". Não disse que o conforto era estranho e fascinante?

E é nesse conforto que me apego, no amor de Deus tão maravilhoso que nos renova a cada manhã e que nos dá a certeza de que absolutamente tudo nessa vida se renovará. Isto tem a ver com eternidade e abre caminho para alguns pontos os quais tenho refletido acerca do luto. Coloco aqui, alguns desses pontos, numa visão extremamente particular.

Estranheza: às vezes, simplesmente me pego com alguns pensamentos e ações involuntárias. Na preparação de minha viagem à Europa, por exemplo, estava escrevendo uma lista de “to dos” e, sem pensar muito, escrevi o seguinte: “informar dados da residência para Ita, mãe e pai”. Outro dia, me peguei chamando meu pai, logo de manhã. Em outro dia ainda, estava prestes a recusar um convite do Ita pois gostaria de passar aquela data com meu pai, já que ele sempre valorizou o estar conosco naquele período específico. Obviamente, imediatamente após o comentário ou o escrito, me dava conta. E aí, vem a “estranheza realidade”.

Apego: outro tipo de estranheza, mas que aqui chamo de apego. Ontem, ao ver uma matéria linda, em que uma criança de 1 ano recebia um coração transplantado de uma outra criança de 2 anos, que veio à óbito, pensei: “que milagre lindo. Ah, como seria bonito que eu tivesse em mim mesma uma parte dele”. Estranho pensamento? Não acho, não. E, depois, me dei conta de que na verdade eu tenho – sou cria dele. Chamo isso de apego involuntário e voluntário.

Pula e senta: há momentos de alegria e risadas quando lembramos de um ente querido que se foi. E, praticamente ao mesmo tempo, momentos de profunda tristeza e saudade. Acreditem, simultaneamente é possível viver sentimentos tão extremos. Os extremos se tornam um. É o que chamo de pula e senta.

Dor: o luto provoca dor. Dor emocional tremenda, mas também dor física. Há dias em que sinto dores no corpo e sei que foram causadas por questões emocionais. Sem falar naquele aperto no peito que não sabemos explicar? Dói. Fisicamente, dói. Mas a dor tem um aspecto positivo: ela funciona como alerta. Eu não sou masoquista, no sentido de sentir prazer na dor e, portanto, não gosto dela.  Assim, quando ela aparece, dispara um gatilho de cuidados que devem ser providenciados e me empurra pra frente, para a ação.

Luta: se por um lado, o luto traz tristeza profunda e dor, a luta traz vitórias. Tenho lutado todos os dias contra sentimentos que podem me afastar de meus objetivos primordiais de vida verdadeira. O luto, em alguns momentos, pode nos trazer sentimentos e inclinações ruins, como irritação, revolta, sentimento de abandono, fraqueza de fé, etc. Tudo isto deve ser combatido com coragem e busca de Deus, todos os dias.  

Maranata: nunca quis tanto que Jesus voltasse. É essa a esperança dos cristãos - viver eternamente com o Deus altíssimo. Antes, em meu coração, se falava muito nisso, hoje se espera ardentemente e de verdade. O luto traz esse maravilhoso sentimento à tona, o de esperar ardentemente por dias melhores, o de focar naquilo que realmente importa, valorizando o que há de mais maravilhoso aqui (pessoas), ao mesmo tempo em que ansiamos viver uma vida plena com Deus, que é o criador e Senhor de tudo isso.

Alguns psicólogos e estudiosos dizem que o luto, em sua plenitude dura dois anos, completando ciclos importantes, que podem ser marcados por datas como aniversários e eventos como Natal etc. Estou fechando o primeiro semestre e até aqui, Deus tem cuidado de mim e de minha família. Tem sarado nossas feridas e transformado nossas vidas. Continuo lutando e vencendo, focando lá na frente, sendo agradecida por tudo e também vivendo minha humanidade.

Afinal, como escreveu o sábio, há tempo para tudo debaixo do céu. “Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz”.

Em tempo de luto, portanto, lutarei o luto, como um cavalo de guerra em busca de seu lar. 

sábado, 31 de dezembro de 2011

Adeus 2011.

Você foi, sem dúvida, um dos anos mais marcantes da minha vida. Talvez, o maior deles.

Interessante. Já há alguns anos, tenho o costume de “planejar” o próximo ano. E desde que meu esposo amado faz parte de minha vida, costumamos fazer isso juntos. Basicamente, paramos, analisamos o ano que passou, agradecemos a Deus e planejamos o ano vindouro, de maneira simples, geralmente escrevendo em minha agenda nova (mantenho um hábito muito especial para mim, que é produzir agendas anuais, de papel, registrando parte de minha história). Em minha agenda, escrevemos alguns sonhos e objetivos. Gostamos muito de sonhar. Geralmente, fazemos isso na “roça”, longe, no mato, com cheiro de terra boa. Este ano, por bons motivos, ficaremos em São Paulo e, portanto, procuraremos um bom mato por aqui...

Acreditamos que planejar faz bem. Nosso maior exemplo é o próprio Deus que criou esse mundo em 6 dias e descansou no sétimo. Ele poderia ter feito tudo em um piscar de olhos ou em um respirar? Claro que sim. Ele é Deus. Mas não o fez. Então, creio que, entre tantos outros ensinamentos, temos algo a aprender...

Também acreditamos que a moderação é essencial. Apesar de minha recente formação em Coaching, desconfio de quem acredita que só se vive plenamente, quando se tem metas extremamente claras, perseguidas com afinco e realizáveis ou realizadas. Somos mais simples – e não simplistas –  nesse sentido. Temos sempre em mente o seguinte: “o coração do homem (leia-se, o nosso) faz planos, mas a resposta certa vem do Senhor”, livro de Provérbios, 16:9. E esse 2011 foi muito marcante nesse aspecto.

Nossos corações, o meu especialmente, é um fanfarrão e vive fazendo muitos e muitos planos. Mas, desde o comecinho de 2011, algo soou diferente.  Comecei o ano num tom exageradamente reflexivo e poético e hoje, creio que no fundo, sabia que 2011 promoveria mudanças profundas em minha vida, em minha história.

O primeiro semestre foi marcado por reflexões, questionamentos e busca de respostas relacionadas a vida, como um todo. Junho foi um mês especialmente diferente: a Rosi de antes estava mudada. Sem deixar a doçura de lado, tinha uma espécie de tristeza que não se sabia a que ou quem atribuir. Uma espécie de dor da alma, sabe? Eu não sabia o que era isso, até viver. E junho foi ao mesmo tempo, amigo. De certa maneira, ele me avisou o que estaria por vir e me preparou. Ah, como é belo ver o cuidado magnífico de Deus em minha vida. Julho, marcando o meio do ano, sempre foi um mês especial para mim. Trata-se do mês de meu aniversário, comemorado há 27 anos, 4 dias antes do aniversário da pessoa que mais amei nessa vida. E, agora, incluindo aqui nossa pequena capacidade de entendimento humano, desde 2011 julho passou a ser também o mês de “adeus” da mesma pessoa que mais amei na vida: meu papaizinho.

Não vi agosto passar. Em setembro, tive a oportunidade de realizar um sonho. Pela primeira vez, saí do país e visitei 4 países na Europa. Realizar esse sonho passou por mim sem aquela imagem de realização de sonhos “u-hu, Disney World!”. Não. Não foi exatamente como eu sempre “planejei”. Foi diferente e muito, muito importante. Foi marcante. É como se Deus tivesse me concedido um tempo em um deserto (vamos combinar que trata-se de um deserto super legal, como diria uma amiga!rs). Mas, falando sério, é como se Deus tivesse me presenteado com uma reserva de mim mesma e de praticamente tudo. Essa viagem me trouxe imagens de novas reflexões, amizades fraternais e verdadeiras lá e aqui, autoconhecimento, valores humanos, valores da vida, eternidade, resgate de quem sou eu...

Em outubro, em minha volta ao Brasil, completei 2 anos felizes de casamento, exemplificando mais uma prova do tremendo amor, graça e misericórdia de Deus em minha vida. Novembro e dezembro têm sido simplesmente fantásticos, desligando pontos importantes, em companhia das pessoas essenciais e encerrando meu período “quase sabático”.

Em minha lista de sonhos e objetivos para 2011, boa parte dos acontecimentos efetivos, obviamente não estavam presentes. Rebolei bem para tentar cumprir alguns papeis. Esposa, filha, irmã, nora, neta, amiga, conselheira de adolescentes tão preciosos, líder de jovens, profissional, aluna, condômina, motorista...UFA! 
Não fui perfeita em nenhum desses papeis e, confesso, em certas ocasiões, talvez pela primeira vez na vida, escolhi não ser. No contraponto, escolhi Ser Humana. 2011 me ensinou a cobrar menos de mim mesma, a me permitir errar, brincar mais, resgatar a Rosi que sempre admirei. Descobri que não sou onipresente, nem onipotente, muito menos onisciente (rs). Sou humana, cheia de defeitos e também com inúmeras qualidades.

Eis o momento de dizer: “adeus, 2011”.

E, aqui, meu sentimento é de gratidão. Agradeço a Deus pelo milagre da vida, pelo meu esposo amado, pelas nossas famílias, pelos nossos queridos amigos. 2011 nos ensinou na prática a reconhecer e valorizar aquelas pessoas especiais que, independente de circunstancias, estão, sempre estiveram e estarão conosco, em nossa caminhada, fazendo parte de nossa história cantada. Hoje, entendo um pouco melhor o significado da palavra “família” e “amigo”.

2011 me sacudiu, me lançou ao mar em meio a uma grande e turbulenta tempestade. Lá, pude andar por sobre as águas e focar meu olhar em Jesus. Ele me guiou e tem me guiado. Ele é meu farol, em meio ao mar.

O que espero de 2012? Viver. Estou de braços abertos para receber esse novo ano, sem enormes pretensões, paradigmas ou grandes obrigações. Faremos planos e continuaremos a sonhar de maneira bela e plena, mas desejo do fundo de meu coração humano que as respostas venham por meio do nosso farol e, de preferência, fluindo em meio ao nosso amigo mar.

Finalizo o último post do ano, com um pedido lindo que ilustrou nosso convite de casamento e faz parte de nossa lista de sonhos para 2012 e anos vindouros: “Ensina-nos Senhor a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios”, livro de Salmos 90:12.  

2012, eis-me aqui. E você não me mete medo. Welcome.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Carta aberta a minha família | Feliz Natal!

Querida família,

Eu amo muito vocês e estou muito feliz por estarmos reunidos aqui em casa. Hoje é uma data muito especial. A data mais especial de cada ano. Comemoramos hoje o nascimento do Rei, Senhor e Salvador Jesus Cristo, nosso Redentor, aquele que se entregou à morte, e morte de cruz, para nos livrar do inferno, perdoando nossos pecados...

Jesus, ao terceiro dia ressuscitou e hoje está no céu, no trono, assentado ao lado do Pai, olhando por nós. Foi por Sua vontade que nosso pai querido hoje também está na glória do Senhor. Deus o levou este ano e devemos ser gratos por isso. Gratos especialmente pelo tempo em que pudemos juntos viver uma linda história de amor ao lado dele, que esteve conosco ao longo de seus quase 62 anos de idade, enchendo nossas vidas com sua presença marcante, cada um de nós a sua maneira e no tempo que Deus determinou...

Nosso paizinho nos dizia sempre que devemos ser unidos. É sobre isso que escrevo. Creio que a união não significa estarmos o tempo todo de bom humor, com rostos dispostos em sorrisos, como se estivéssemos pousando para fotos de porta-retratos perfeitos ou fotos digitais a serem postadas no facebook. Não. Na verdade, aprendi que não existem famílias perfeitas, famílias “faz de conta”. Existem famílias reais, assim como a nossa é real. E em toda a família real, creio que em um momento ou outro iremos passar por situações distintas, como:

Alegria: hoje, estamos comemorando o aniversário de Jesus. Essa festa é para Ele. Não é para nosso ego, para mostrar nossa roupa nova, para comermos sem limite, para desestressarmos, para alimentarmos nosso EU. Não. É para Jesus. É para cumprirmos o mandamento de vivermos em comunhão, como uma família. Meu desejo é que possamos viver em comunhão pelo resto de nossas vidas, comemorando muitos e muitos outros momentos alegres, sempre juntos.

Luto: que é o que temos vivido. Mas que maravilha, no luto, deixarmos que o Senhor Jesus nos conforte, nos dê alívio, nos carregue no colo. Meu desejo é que possamos sentir e agradecer a Deus pelo conforto e cuidado Ele que tem conosco, não deixando que nada nos falte, especialmente seu amor por nós.

Frustrações: algumas vezes, pode ser que criemos expectativas sobre algum de nós e essa pessoa não possa cumprir. Ou seja, esse alguém  não atenda nossas expectativas. Mas que bom saber que o Senhor é perfeito e nunca nos deixa sozinhos. E, que nós somos imperfeitos, assim como esse alguém. Ambos, nós e ele ou ela, carecemos de melhoria contínua, pois somos pecadores e muitas vezes nos magoamos mutuamente.

Confiança: confiança é uma das bases de nossos relacionamentos. É muito maravilhoso poder confiar minha vida a vocês e saber que quando precisar estarão ao meu lado. Aprendi beeeem recentemente, que confiança se dá (quando eu digo: eu confio em você) e se conquista (quando eu provo que mereço confiança). E, até que se prove ao contrário, que possamos um confiar no outro. Irmãos, filhos, mãe, esposos e esposas...

Respeito e honra: acredito e aprendi que devemos honrar a quem merece e a quem Deus constituiu sobre nós. A Bíblia diz que devemos honrar Pai e Mãe. Graças a Deus, creio que meu Pai honrou os pais dele. Assim como a mãe honrou os seus enquanto os teve. Eu  honrei meu Pai, enquanto pude. Pedi perdão quando pude, dei carinho enquanto pude, amei, amei, amei, amei demais. E assim, com nossa querida mãe. Ainda podemos continuar a amando, honrando e respeitando como autoridade de mãe constituída por Deus em nossas vidas. Devemos honra e respeito a nossa mãe e nos lembrar sempre de quanto carinho e amor recebemos e continuamos a receber dela. Nossa mãe não é perfeita, assim como nós não somos. Devemos sempre pedir a Deus que nos capacite a nos relacionar como é do agrado dEle e não do nosso. Também é importante sempre e sempre nos respeitarmos e nos honrarmos mutuamente como irmãos. Eu amo vocês, meus irmãos e suas esposas e os respeito.

Irmãos mais novos, Tata e Roma e cunhadas: amo muito vocês e espero sempre os respeitar , amar, honrar e confiar.

A você, meu irmão mais velho e por isso, autoridade em minha vida: eu te amo, te honro e te respeito.

A você, minha mãe: eu te amo, te honro e te respeito.

A você, meu amado esposo, pastor da minha casa e da minha vida: eu te amo, te honro e te respeito.  


Por último, o Amor: acredito que todos os pontos acima, de alguma maneira, resumem uma série de situações que já vivemos e que ainda vamos viver. Por isso, como último ponto, gostaria de falar do amor. A bíblia diz que o amor é  dom maior! O maior de todos! Diz assim, em 1 Coríntios 13:1-3:

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”.

Demais, né? Amados e amadas: que possamos ACIMA DE TUDO, DE QUALQUER SITUAÇÃO QUE POSSA OCORRER, colocar o amor que é dom de Deus em PRIMEIRO LUGAR. Através do amor, e somente através do amor de Deus, podemos: nos alegrar, viver esse luto, confiar, perdoar, honrar e respeitar, enfim, viver uma vida que agrada a Deus, sermos seres humanos mais justos, humildes como Jesus foi, seres humanos melhores, pecadores sim, mas que buscam melhorar continuamente, que ajudam outros, que fazem a diferença neste mundo, que geram e causam impacto positivo por onde quer que passem.

Através do amor e somente através do amor, poderemos cumprir também a vontade do nosso pai tão querido que sempre, desde que me conheço por gente, dizia: “família, tem que ser unida”!

Noite de Natal, 2011


Queridos, Jesus tem nos dado continuamente oportunidade para experimentarmos um novo tempo. Um novo tempo para nós, individualmente, um novo tempo para cada um dos lares representados aqui, um novo tempo para nossa família.

Eu amo vocês! Feliz Natal. Parabéns a nossa família querida e principalmente ao aniversariante da noite, que merece todo amor, honra, glória: JESUS CRISTO que nos ensina continuamente a sermos: UMA FAMÍLIA!

Com amor,

Rosi

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Uma história de amor, um fusca amarelo e Roberto Carlos

Na última sexta, dia 25 de novembro, vivemos muitas emoções...


Mamãe e eu fomos ao show do Roberto Carlos. Graças a Deus, tivemos um momento único e maravilhoso. Me aventurei dirigindo até o Ginásio do Ibirapuera e depois de cerca de duas horas de trânsito, chegamos ao nosso destino. Carro estacionado, ingressos em mãos e algum tempo livre antes do show, fomos jantar.  


E que jantar maravilhoso. Picanhas à parte, tivemos momentos inesquecíveis. Por incrível que pareça, pela primeira vez, tive acesso irrestrito a uma das mais belas histórias de amor que conheço: a dos meus pais. 


Minha mãe me contou exatamente como se conheceram e me confidenciou detalhes da história. Eu, como sempre muito curiosa, principalmente a tudo o que diz respeito a histórias de amor, observei atenta cada gesto, cada som que saia dos lábios dela, especialmente amorosos naquela noite. 


Sempre soube e senti o jeito carinhoso, amoroso e brilhante do meu pai, mas ouvir a história de amor deles, desde o comecinho, foi algo simplesmente sublime...


Meu pai tinha uma "gagueira" na juventude, especialmente quando se deparava com situações alheias ao seu planejamento. Conhecer minha mãe foi assim. A primeira palavra que ela ouviu foi algo do tipo: "o-o-o-o-o-i, tu-tu-tu-tudo be-be-bem?". E ela pensou: "que rapaz educado e bonito". 


E daquele dia em diante, não conseguiram mais disfarçar...


E souberam um da história do outro. Cada detalhe. E se entregaram a um amor que foi nascendo aos poucos, sem ansiedade, sem dúvidas, nem dívidas.   


E certo dia, ele apareceu com seu fusquinha amarelo na casa dela e disse, dessa vez sem gaguejar muito: "Bem, me ajuda a tirar as roupas do carro. Eu vim para ficar". 


E desse dia em diante, nunca mais se largaram...


Entrada dos meus preciosos pais no meu casamento,
ao som de "Como é grande o meu amor por você"


Com o mesmo fusquinha, ele a pegou na maternidade, depois que ela deu a luz ao meu irmão número 1. E depois, quando ela deu a luz a mim e assim, viveram felizes para sempre e deram outros dois preciosos frutos. E muitos outros frutos não humanos... 


Após o jantar, partimos mamãe e eu para nossos ótimos lugares, bem em frente ao palco, para assistir ao show de um Roberto que, com suas canções de amor, ilustrou muitos e muitos momentos desse jovem casal que se uniu por um "não acaso planejado por Deus".


Eles cumpriram, mesmo em meio a dificuldades, a promessa feita de viverem juntos até que a morte os separasse. Mas eles também viveram e viverão felizes para sempre pois esse amor é eterno...


E o meu amor por eles é tão, tão grande que não consigo expressar com palavras. Talvez tenha a ver com essa letra que também ilustrou momentos inesquecíveis e importantes para a história de nós três, incluindo de maneira especial o último dia 25, as cerimônias de formaturas, o meu casamento, o nosso amor...


"Eu tenho tanto pra lhe falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você


E não há nada pra comparar
Para poder lhe explicar
Como é grande o meu amor por você


Nem mesmo o céu nem as estrelas
Nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor
Nem mais bonito


Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você


Nunca se esqueça, nem um segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por você 
Mas como é grande o meu amor por você"


Roberto Carlos

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Viajar faz bem

Viajar faz bem. 
Londres - tocar.

Faz bem respirar novos ares, conhecer novas e interessantes pessoas, lembrar o tempo todo “dos de sempre e para sempre”, observar comportamentos, navegar por diferentes mares, ver cores diversas em olhos diversos, viver uma diferente cultura, caminhar por lugares inexplorados pelo viajante, deixar a mente ser criança e absorver aprendizados, ser humilde, deixando de lado preconceitos e abrir o coração. 


Uma viagem é sempre importante. Sempre esclarece ou faz 
surgir algo novo. E, por mais que seja programada, uma viagem sempre nos tira da zona de conforto. Ah, tira! E isso é fascinante. 

Escócia - Aliança!

Particularmente, estou sempre viajando. Mesmo quando estou em casa. Aliás, acho que essa é uma especialidade aqui de casa. Eu e meu esposo simplesmente amamos viajar. 

Acabei de fazer uma viagem – essa, literalmente. 
Fiquei pouco mais de um mês fora do país. Fiquei em Londres (UK), e tive a oportunidade de aproveitar três finais de semana em lugares incríveis: Paisley e Glasgow, na Escócia; Gotemburgo, na Suécia e Paris, na França, além de lugares charmosos e interessantes na Inglaterra. Em cada um deles, tive experiências importantes para a vida e a oportunidade de estar com pessoas incríveis. 


Parque - refletir.
Em todas essas experiências, algo ficou ainda mais claro para mim: muito mais importante que o lugar, são as pessoas. E isso inclui o ator principal – no meu caso, eu mesma. Percebi que o momento que esse ator está vivendo influencia completamente o rumo da viagem e as lições... 

No meu caso, essa viagem foi especialmente marcante nos seguintes pontos: 
  • Viver o meu luto - sem dúvida, um dos momentos mais importantes da minha história. Faz ver o mundo sob outra ótica. Muda estatura. 
  • Amar ainda mais (a mim e, principalmente, aos meus). Há coisas que são realmente imensuráveis e eternas. Não podemos nunca confundi-las.
  • Resgatar valores - há coisas das quais não abro mão. 
  • Reavaliar objetivos e prioridades - minha missão é muito mais nobre do que sempre pensei...
  • Autoconhecimento - ah, vale ouro. Estou o descobrindo...

Suécia - Pôr do Sol & Amizade.
Falei muito com meu Deus nesse período. Conversamos à beça.

Chorei muito e fui muito confortada. Desabafei e fui ouvida. Pedi e, em todo o tempo tive retorno. Não entendi, mas confiei. Minha fé parece que foi testada, mas estive lá. Fui egoísta e pude perceber pontos essenciais para a vida...

Tudo isso foi muito esclarecedor. E, no que diz respeito a autoconhecimento, foi simplesmente excepcional.

Algumas vezes, precisamos parar. PARAR. Olhar para trás, para os lados, para a frente e, especialmente, para dentro. Importante tomar cuidado com o piloto automático. Eu não quero viver em piloto automático. 



Quero pilotar minha vida e seguir num mapa que não foi desenhado por mim. Por ele, eu seguirei sempre de olhos fechados e de coração aberto.

Autoconhecimento vale ouro! 

Paris - Luz e Saudades
Agradeço a cada ator dessa viagem linda pela cia, lições ensinadas, experiências compartilhadas, provocações, ombros amigos, empatia, sacudida, colo, coração, lençol e travesseiro, calor, amor. 

Agradeço especialmente ao amor da minha vida e meu melhor amigo, meu esposo, que mesmo a milhas de distancia (física), esteve presente em cada detalhe de maneira mágica.

Esse amor vale mais que ouro. É um tesouro.

Sim, viajar faz bem...

sábado, 30 de julho de 2011

Controle e Eternidade

Acabei de preparar, graças a Deus, a aula para a Escola Dominical de amanhã. O Ita tem o dom incrível de dar aula. Ele me inspira e sempre me apoia. Hoje, no entanto, preparei absolutamente sozinha. Ao final, pedi para ele dar uma olhada. Vamos falar sobre: negação e viver para a eternidade.

Meu status no facebook: "Saudades. Sonho. Boa conversa matinal. Chocolate. Colo do marido. Massa boa com vinho gostoso. Salmo 128. Filhos dos seus filhos. #thinking".

Também acabei de escrever uma mensagem para uma amiga mui querida e me "inspirei" para postar algo por aqui. Quero postar alguns sentimentos e especialmente, gostaria de falar sobre CONTROLE.

Sabe, sempre gostei de estar no controle das coisas. Por mais que muitas vezes negasse isso, eu na verdade, gosto de estar no controle. De entender tudo, de começar e terminar algo, de planejar, de executar, de liderar projetos em diversos aspectos. Há um "q" de perfeccionsmo nisso. E isso é muito, muito perigoso.

Creio que todos nós, de alguma forma, gosta de estar no controle das coisas, não?
Mas, e quando Deus vira tudo de ponta-cabeça? Ele tem feito isso comigo.

Trabalho muito bacana, futuro brilhante. Casamento perfeito, marido maravilhoso. Família que me ama.
Pós-graduação "The Best". Etc etc etc.

E aí, as coisas mudam...

A paixão por algumas questões simplesmente esfria. Outras coisas, simplesmente são tiradas (sem muita explicação), outras são deslocadas, experimenta-se a morte...

E lembramos do Chapolim Colorado: "Óh, e agora, quem poderá nos defender"?

DEUS.

Somente ELE tem o controle de tudo. E somente ELE é perfeito. Aliás, Ele é o puro amor e perfeição.

"... tudo o que existe nos céus e na terra é seu, ó Senhor, e seu é este reino. Nós adoramos a DEUS porque Ele dirige todas as coisas. Riquezas e honra vêm somente do Senhor, e ELE é o governador de toda a humanidade; sua mão controla força e poder, e é por sua vontade que os homens se tornam importantes e recebem força". (1 Crônicas 29.11-12)

Há alguns meses tenho vivido momentos e sentimentos "diferentes". Há alguns dias, antes do meu pai falecer, senti uma tristeza profunda, que hoje eu entendo um pouco mais. Nesse momento, eu me aproximei mais do meu Criador. Nesse momento, minha família (especialmente esposo), foram essenciais. Nesse momento, eu também busquei ajuda. Acredito que Deus usa de todos os meios para nos trazer para mais perto dEle.

Estou de frente comigo mesma. É difícil, mas muito importante. Negar a si mesmo dói, fere, marca. E é maravilhoso. É necessário esvaziar-se de si mesmo para que o amor de Jesus possa preencher nosso ser. Para que Ele possa habitar em nossa vida, mudar nosso rumo e brilhar também para outras pessoas...

Ontem à noite eu chorei.

Estou aos pés DELE: "para onde iremos se somente Ele tem as Palavras de vida eterna"? João 6:68

Ontem à noite eu chorei de saudades. Não chorei de tristeza. Pedi conforto ao SENHOR e Ele me mostrou o Salmo 128. Aprendi, entre tantos outros ensinamentos profundos e maravilhosos, que nossa realização deve ser DEUS e mais nada.

Minha realização é Jesus Cristo e mais nada. Nada nesse mundo.

Não devemos procurar ser bons homens e mulheres, em primeiro lugar, para a sociedade, para nossa família (como muitas vezes foi o meu caso), para nossos esposos, noivos, etc. Se colocarmos sempre esses atores em primeiro lugar, estamos sendo idólatras e tirando o lugar de Deus que é o mais importante e é fonte de vida e felicidade eterna. Devemos procurar ser bons para Deus.

Além da saudade, havia ainda pontas de confusão. Agora, não há.

Foi assim que ELE me confortou ontem à noite. Meu propósito deve ser agradá-lo. DEVO buscá-lo em PRIMEIRO LUGAR e todas as demais coisas serão acrescentadas. Ele coloca TUDO no lugar! Estou aprendendo dia a dia isso.

Tudo isso também me faz pensar e viver a verdade de que o fardo DELE é leve. O nosso é muito pesado e por isso devemos entregar a Ele. Ele nos segura nos braços e tudo fica mais leve. Quando estamos em tribulação profunda e no deserto, mesmo nessas situações, estamos em paz. E essa paz vem da Presença dELE. Estou aprendendo a viver assim: ENTREGUE.

Simplesmente entregue!

Sempre estive no controle de tudo e esse tempo está acabando. Quero que Ele tome o controle...

Ele tirou de mim o controle...
Ele tirou de mim algumas vontades...
Ele tirou de mim meu pai, temporariamente.
E eu não posso resistir...
Ele dá e Ele tira. Louvado seja Ele por isso. Ele é o Senhor!
(Jó 1:21).

Não tenho em mim capacidade alguma de ser feliz. Mas em Jesus sou feliz. Ele me preenche.

A melhor lição:

VIVER PARA A ETERNIDADE.



quarta-feira, 20 de julho de 2011

O melhor pai do mundo

Meu papai.

Francisco de Moura Santos. Amor da minha vida.

Esposo cuidadoso. Pai de 4 filhos especiais e maravilhosos. Cada um a sua maneira. Sogro de duas noras e um genro. A todos eles chamava: “meus filhos”.

Papai carinhoso e mui amado. Presente de Deus em nossas vidas. Meu papai querido.

Meu casamento - Outubro de 2009, Ilha Bela - SP


Um toque de lembranças...
Quando ele chegava em casa, depois de um dia cheio de trabalho, eu corria pros seus braços. Tirava seus sapatos, suas meias e lhe dava os chinelos para calçar. O acompanhava até a cozinha, onde ele tomava um copo de leite...

Adorava fazer “chuquinhas” no cabelo fininho e cheiroso dele.

Eu amava deitar em seus braços. Ele dizia: “deita no braço do pai”! Só não gostava quando estava muito calor, mas como não queria deixa-lo triste, fica me remexendo, remexendo, remexendo até cansar (ele ou eu) e sair da cama.

Ele me dava um beijo, um “cheiro” e me cobria todas as noites. Nas noites frias, fazia uma espécie de “cabana” e proteção em volta de mim. Era difícil escapar e não podia trancar a porta do quarto nunca. Ele devia ter certeza de que estava ali, segura e perto dele a noite toda...

Eu dizia: “Benção pai”. E ele respondia: “Deus te abotoe”. E a mãe ficava brava, dizendo: “Onde já se viu brincar com essas coisas?”.

Ah, e quando chegava do trabalho também concedia a mim e a meu irmão Richard Tayler (Ricardo Henrique), alguns centavos para que pudéssemos comprar os melhores doces de leite e amendoim do mundo, na casa de uma senhora querida chamada Dona Gilda, na mesma rua em que morávamos.

E acreditam que ele queria colocar o nome da minha irmã número 4 de “Romária”? Que bom que eu já era mais velha e não deixei! Mas que era engraçado, isso era...rs

E os filmes de “bang-bang” e lutas e etc? Ele amava! Ria muito alto e fazia a todos nós rir muito - não pelos filmes, muitas vezes sem graça, mas por ele, sempre gracioso!

Os espirros: um escândalo atrás do outro! rs

E na minha apresentação de TCC, eis que, no meio da apresentação, ouvimos um som parecido com um bocejo muito, muito alto de alguém com sono. De quem era? Do meu pai! Eu, somente ri. Isso tudo no meio de uma apresentação super séria (ou nem tanto, afinal, estávamos em meio a um montão de palhaços!).

Houve um momento muito marcante para mim. Estávamos todos em casa, nossa primeira casinha própria, ainda em construção, cheia de madeiras. Houve uma chuva muito, muito forte. Mamãe ficou na cama acolhendo Ricardo e eu nos braços. Meu pai, sentou bem em frente a nós e disse: “tenhamos fé em Deus”.

Um toque de amores...

Ele nos amou. Incondicionalmente. Ele daria a vida por sua esposa e por seus filhos.

Eu daria a minha vida por ele.

Ele nos amou independente de nós. Ele nos amou em todo o tempo. Mesmo nos tempos difíceis em que fomos mal criados. Mesmo quando joguei um ferro de passar no seu carro porque ele não queria me deixar ir para a praia (achava que eu pularia de uma ponte!). Eu disse depois: “Pai, me perdoa?”.
E ele: “Sim, filha. O pai te ama”.

Foi assim também quando fiz minha tatuagem. Mamãe não queria contar para ele. Eu sempre quis. E depois, contei. E ele me perdoou e disse: “Filha, o pai te ama. Agora, deita aqui no braço do pai”!

Meu esposo: nossa, como o pai amava o Ita. O chamava de filho. Ele dizia: “esse aí é um cabra bom!”. E no aniversário do Ita, quando fiz uma declaração de amor para ele, papai soltou essa: “Isso aí é amor para mais de 200 anos!”. É pai, para sempre... ele cuida de mim de maneira tão especial como o senhor sempre cuidou...

Minha mãe: papai amava minha mãe. Sinceramente, nunca vi um amor assim. Ele lutou em todo o tempo. Cuidou dela. A amou em todo o tempo, independente das circunstancias. Agradeço a Deus pela mãe que tenho. Lutadora, capaz, forte e ao mesmo tempo meiga. Tenho sonhos incríveis para nós. Amo minha mãe infinitamente, de uma maneira tão intensa que as vezes até dói. Creio nas promessas...

Meu irmão mais velho: meu pai tinha um enorme orgulho do Ricardo. Uma admiração incrível e um amor esplendoroso, fantástico, fantástico. Eu sei bem como era pois também admiro meu irmão e sou sua fã número 0, desde criança. O homem que ele se tornou tem muito do meu pai. Pai confiava nele integralmente e dizia: “meu filho é um homem!”. Lembra de quando brincávamos na praça com o pai, irmão? Você é referência para mim. Eu te amo incondicionalmente e para sempre. Eu confio e preciso de você, meu irmão, meu amigo, meu amor.

Meu irmão número 3: Romário. Pai mimou ele até não poder mais. Eita amor! Achava graça desse filho, de tudo o que fazia, e o amava demais, demais, demais. Ficaria orgulhoso em acompanhar o amadurecimento e a composição de um homem íntegro e correto que, certamente, veremos fazer coisas incríveis. O Roma tem muita vida pela frente, tem uma juventude linda. Deus é fiel e tem nos acompanhado – fará coisas incríveis, eu creio. Bebê de quem cuidei e a quem amo. Jogador de futebol, o filho mais bonito do Sr. Francisco e Dona Antonia. :)

Minha irmãzinha: a Ray, número 4. Princesa Ray. Princesa do papai, da mamãe e da Tata. Como ficamos felizes em ver esse rostinho nascer. Como o pai se orgulhava dessa princesa. Ele me dizia: “Fia, ela é estudiosa que nem você. Essa aí vai longe. Vai te passar a perna, hein...rs”. Ele amava demais a Ray e tenho certeza de que, assim como o Roma, teria orgulho imenso de ver a mulher maravilhosa a qual ela se tornará, se Deus quiser. Acima de tudo, louvando a Deus. Ela é uma princesa que veio para nos fazer ainda mais felizes e abrilhantar nossa linda e amada família. Papai a amava muito, muito, muito, muito! Na foto, ele estava cuidando dela, que chorava no meu casamento...rs

Vovô e vovó: pai amava seu pai, meu avô e tinha um cuidado enorme com ele. Pai admirava demais minha avó, sempre carinhosa como ele. Eram seus amores para a vida inteira.

Irmãos: ele sempre se preocupou com os seus. Sempre os amou e fez sempre tudo o que esteve ao seu alcance para amá-los e apoiá-los. Foi um irmão muito, muito querido. Sabemos e sentimos isso.

Sobrinhos: titio amado. Todos os sobrinhos o amavam. E ele a todos. Sempre carinhoso e presente.

Amigos: pai tinha muuuuitoooooos amigos. Nossa, ele conhecia muita gente mesmo e era muito querido por todos. E os apelidos? Nossa, como ele gostava de colocar apelidos nas pessoas. Era assim: se ele olhasse para uma pessoa e achasse que essa pessoa tinha cara de “Alemão”, então, a partir dali o chamaria assim: “Alemão”.

Meu aniversário

Amanhã farei 27 anos. E o pai faria 62 anos 4 dias depois. Eu era um dos presentes de aniversário dele!

Meu melhor aniversário, o melhor de toda a minha vida foi assim:

Minha família estava numa situação financeira difícil, mas a mãe nunca deixou de comemorar nossos aniversários. Devia ser a comemoração de 5 ou 6 anos, não me recordo exatamente. Papai apareceu com um bolo Puma, tipo rocambole. Colocamos uma velinha e cantamos “Parabéns” felizes da vida. Papai, mamãe, Ricardo e eu.

O amor da minha vida...

Pai: você foi o amor da minha vida. Eu agradeço ao Senhor Deus por cada segundo em que passei contigo. Pelos seus carinhos, colos, abraços, beijos, pelo adormecer em seus braços, pelas suas risadas, seu conforto, suas palavras de incentivo, pela fé que tinha em Deus. Pela fé que tinha em mim.

Agradeço a Deus por ter tido um pai amoroso, presente, inesquecível. Só tenho maravilhosas lembranças do senhor. Meu papai lindo, cheiroso, inesquecível. Ah, que saudade tenho de ouvir sua voz e sentir seu cheiro. Do seu abraço, do seu colo, do seu rosto...

Eu te amo e isso é imensurável e inexplicável. Nossa ligação definitivamente não é desse mundo e não se explica...

E Deus, a quem o senhor me ensinou a confiar e a quem o senhor me confessou crer para vida eterna, naquela noite especial...
Esse Deus me conforta, pai. Me conforta dando a certeza de que muito em breve estaremos novamente juntos...

Até lá meu papaizinho amado.

Sua filha,

Rosi

***

"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas (...). E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida".

Bíblia Sagrada, Livro de Apocalipse, capítulo 21.