quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Formatura Ita | Dale Carnegie

Um pouco do saldo de ontem à noite.

- Tenha fé.
- Pobre mesmo é aquele que tem conhecimento e não compartilha.
- É melhor ser feliz do que ter razão.
- Gerencie suas preocupações de maneira positiva e colha paz.
- Viver um dia de cada vez (e as misericórdias se renovam).
- Não esqueça quem VOCÊ É.
- Torne-se verdadeiramente interessado pelo outro.
- Permita-se descobrir histórias e pessoas especiais (renove-se)
- Qual é o repertório?
- Se for preciso, dê um passo para trás, reconheça os erros. E, então, esteja pronto para dar muitos passos pra frente!
- Se "a casa cair", desmaie! (hahaha)

Origem: gente boa e bonita - de verdade - que se juntou para melhorar de alguma forma o mundo (seu, do outro, etc e tal).

Amor, parabéns pela formatura. Amo vc.

#mtplus#dalecarnegie
 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

How He Loves


Conheci a música How He Loves, de John Mark McMillan, há alguns meses, pouco depois do falecimento do meu pai. 

E, senti algo muito diferente. Dei a esse sentimento "diferente" a roupagem de "uma fase do luto". 

Chamo de diferente por não conseguir batizá-lo. O sem-nome se fez presente em minha vida em algumas ocasiões, acompanhado muitas vezes de trilha sonora e não sonora. 

Certa vez, em uma tarde cinza de sol, há algumas milhas de distância do Brasil, das pessoas e até de algumas versões de mim mesma, algo me tocou profundamente. E esse algo, apesar de não caber em explicações, tem a ver com a certeza de que existe um Deus que entende minha humanidade, minha fraqueza e até minha revolta. 

E Ele transforma tudo isso em certeza, esperança, força e amor. Não ao mesmo tempo. Nem na mesma ordem. Nada humano, eu diria. 

Ao conhecer a história da música, afirmei mais uma vez que o diferente faz sentido para mim...

Aqui, dois vídeos:


He loves us...


sábado, 7 de janeiro de 2012

Luto

Explosão. Confusão. Clareza. Esperança.

Ontem à noite foi nossa primeira sexta-feira do ano. Este ano, as sextas-feiras serão dedicadas a nós dois, Ita e eu. O combinado é fazermos absolutamente qualquer coisa que quisermos. Vale uma rodada de sorvetes ou chocolates noturnos, mesmo de pijama, vale um bom filme, um jantar romântico, uma pizza com nossos pais e irmãos, jogos e brincadeiras, um corujão com os amigos, enfim, é o nosso tempo! Em meio a uma agenda tão maluca, este será o nosso “break-time”.

Então, pra começar, fomos jantar e matar a vontade do Ita em saborear a cebola frita do Outback e emendamos vendo a estreia do filme Cavalo de Guerra, de Steven Spielberg, baseado no livro infantil "War Horse", que foi escrito pelo britânico Michael Mordpurgo, em 1982.

O filme mexeu muito comigo. Amo cavalos. Amo gente. E o filme trata acerca dessas duas criações. Não é o melhor filme que já vi na vida, mas me tocou - e muito. Num mesmo longa-metragem, pudemos ver o horror de uma nação, denominado GUERRA e geralmente colocada em prática por "homens bons buscando o bem da humanidade".

Uma guerra sempre traz à tona sentimentos, luto, perdas, terror. E no filme não foi diferente. Mas, ali pudemos também ver o lado do copo meio cheio, que tem a ver com amor, companheirismo, perseverança, honra, lealdade, confiança, esperança, compaixão, bons valores humanos...

Fiquei bastante sensível e fui dormir pensando nisso.

Hoje de manhã, ao acordar, como costumeiramente faço, busquei minha tigela de cereal e sentei à beira da cama, escutando os passarinhos que tão belamente têm nos feito companhia (o engraçado é que há uns 6 meses eu simplesmente não os ouvia). Parênteses à parte, em minha meditação matinal, abri o livro de Eclesiastes, em seu capítulo 3. Entre outros pontos, o livro fala sobre o tempo. Há tempo de guerra e há tempo de luto, assim como há tempo de paz e tempo de pularmos de alegria, segundo o maravilhoso livro, escrito pelo Rei Salomão (de acordo com alguns teólogos), filho do Rei Davi, este último, homem segundo o coração de Deus. Teoricamente, o homem mais sábio que o mundo já conheceu nos fala acerca do tempo e nos traz um conforto estranho e fascinante ao mesmo tempo: “o que é já foi e o que há de ser também já foi. Deus fará renovar-se o que se passou". Não disse que o conforto era estranho e fascinante?

E é nesse conforto que me apego, no amor de Deus tão maravilhoso que nos renova a cada manhã e que nos dá a certeza de que absolutamente tudo nessa vida se renovará. Isto tem a ver com eternidade e abre caminho para alguns pontos os quais tenho refletido acerca do luto. Coloco aqui, alguns desses pontos, numa visão extremamente particular.

Estranheza: às vezes, simplesmente me pego com alguns pensamentos e ações involuntárias. Na preparação de minha viagem à Europa, por exemplo, estava escrevendo uma lista de “to dos” e, sem pensar muito, escrevi o seguinte: “informar dados da residência para Ita, mãe e pai”. Outro dia, me peguei chamando meu pai, logo de manhã. Em outro dia ainda, estava prestes a recusar um convite do Ita pois gostaria de passar aquela data com meu pai, já que ele sempre valorizou o estar conosco naquele período específico. Obviamente, imediatamente após o comentário ou o escrito, me dava conta. E aí, vem a “estranheza realidade”.

Apego: outro tipo de estranheza, mas que aqui chamo de apego. Ontem, ao ver uma matéria linda, em que uma criança de 1 ano recebia um coração transplantado de uma outra criança de 2 anos, que veio à óbito, pensei: “que milagre lindo. Ah, como seria bonito que eu tivesse em mim mesma uma parte dele”. Estranho pensamento? Não acho, não. E, depois, me dei conta de que na verdade eu tenho – sou cria dele. Chamo isso de apego involuntário e voluntário.

Pula e senta: há momentos de alegria e risadas quando lembramos de um ente querido que se foi. E, praticamente ao mesmo tempo, momentos de profunda tristeza e saudade. Acreditem, simultaneamente é possível viver sentimentos tão extremos. Os extremos se tornam um. É o que chamo de pula e senta.

Dor: o luto provoca dor. Dor emocional tremenda, mas também dor física. Há dias em que sinto dores no corpo e sei que foram causadas por questões emocionais. Sem falar naquele aperto no peito que não sabemos explicar? Dói. Fisicamente, dói. Mas a dor tem um aspecto positivo: ela funciona como alerta. Eu não sou masoquista, no sentido de sentir prazer na dor e, portanto, não gosto dela.  Assim, quando ela aparece, dispara um gatilho de cuidados que devem ser providenciados e me empurra pra frente, para a ação.

Luta: se por um lado, o luto traz tristeza profunda e dor, a luta traz vitórias. Tenho lutado todos os dias contra sentimentos que podem me afastar de meus objetivos primordiais de vida verdadeira. O luto, em alguns momentos, pode nos trazer sentimentos e inclinações ruins, como irritação, revolta, sentimento de abandono, fraqueza de fé, etc. Tudo isto deve ser combatido com coragem e busca de Deus, todos os dias.  

Maranata: nunca quis tanto que Jesus voltasse. É essa a esperança dos cristãos - viver eternamente com o Deus altíssimo. Antes, em meu coração, se falava muito nisso, hoje se espera ardentemente e de verdade. O luto traz esse maravilhoso sentimento à tona, o de esperar ardentemente por dias melhores, o de focar naquilo que realmente importa, valorizando o que há de mais maravilhoso aqui (pessoas), ao mesmo tempo em que ansiamos viver uma vida plena com Deus, que é o criador e Senhor de tudo isso.

Alguns psicólogos e estudiosos dizem que o luto, em sua plenitude dura dois anos, completando ciclos importantes, que podem ser marcados por datas como aniversários e eventos como Natal etc. Estou fechando o primeiro semestre e até aqui, Deus tem cuidado de mim e de minha família. Tem sarado nossas feridas e transformado nossas vidas. Continuo lutando e vencendo, focando lá na frente, sendo agradecida por tudo e também vivendo minha humanidade.

Afinal, como escreveu o sábio, há tempo para tudo debaixo do céu. “Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar; Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar; Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar; Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora; Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar; Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz”.

Em tempo de luto, portanto, lutarei o luto, como um cavalo de guerra em busca de seu lar.